Introdução
Passando por praticamente todos os lugares acessíveis na Islândia sem veículos 4x4, a Rota de Circum-navegação (Rota 1, Hringvegur ou Ring Road) é, por definição, uma estrada épica. São 1340 km que contornam o gelado e selvagem interior do país - uma ilha vulcânica pouco povoada, localizada em uma das regiões mais isoladas do planeta. Ao longo do caminho, encontram-se belezas naturais, história, cultura, campos de lava, gêiseres, glaciares, vulcões, inúmeras cachoeiras e banhos termais. Dirigi-la de ponta a ponta, sem paradas, levaria cerca de 16 horas. Com alguns pequenos desvios, é possível acessar regiões ainda mais profundas e cênicas da Islândia.
Viajar pela Islândia no inverno ou no verão são experiências completamente diferentes, mas igualmente fascinantes. A viagem descrita neste roteiro foi planejada para o início de setembro, buscando o melhor dos dois mundos: fugir das multidões e dos altos preços da alta temporada (junho a agosto), mas ainda aproveitar atrações de verão em funcionamento, dias mais longos e, com sorte, presenciar o espetáculo da aurora boreal, que costuma aparecer a partir de meados do mês nas altas latitudes.
Apesar de ser uma rota bastante popular e bem documentada, uma das maiores dificuldades para quem planeja a viagem está nos nomes islandeses: difíceis de pronunciar, lembrar e muitas vezes também de escrever. Criar este roteiro foi, além de tudo, uma forma de registrar e organizar as informações de forma visual, facilitando a consulta durante a viagem. A Ring Road, uma estrada única com incontáveis atrações repousando sobre si, facilita o processo: o caminho é um só, basta decidir se o sentido será o horário ou anti-horário. A maioria dos viajantes opta pelo sentido anti-horário, mas a verdade é que ambos oferecem paisagens igualmente deslumbrantes. Como esta viagem será no final do verão, a escolha foi fazer o percurso no sentido horário, começando pelo Norte - onde as temperaturas caem mais rápido - e deixando o Sul, mais ameno, para os últimos dias.
Este roteiro não tem por finalidade ser seguido à risca. A intenção foi reunir as principais atrações para consulta e os locais de pernoite por dia, sem pressão para percorrer tudo. Pelo contrário, a escolha por viajar de campervan, isto é, um veículo adaptado com cama e cozinha, foi justamente para ter flexibilidade total no itinerário, podendo acelerar ou desacelerar conforme o ritmo da viagem. Além disso, como as opções de hospedagem em regiões mais remotas da Islândia são limitadas e costumam se esgotar rapidamente, dormir no próprio veículo torna-se não só prático, mas muitas vezes a melhor alternativa.
As atrações foram listadas de forma a oferecer opções suficientes, permitindo cortes e alterações sem que se falte o que fazer. Ter um roteiro-base também reduz as decisões a serem tomadas no caminho, permitindo mais tempo para simplesmente aproveitar a estrada e a experiência. Para campistas de primeira viagem como eu, a campervan já traz desafios suficientes em termos de conforto, preparo de refeições e montagem do acampamento - quanto mais prático for o planejamento, melhor.
Por fim, a criação do roteiro foi facilitada pela ampla rede de campings espalhados pelo país. A maioria deles pode ser acessada sem necessidade de reserva, bastando chegar e estacionar. Optamos pelo Camping Card, que, por um preço fixo, permite pernoitar em dezenas de campings durante a temporada de verão. Isso ajudou a definir os pontos de parada, sempre priorizando os campings conveniados e próximos das principais atrações.
Atualização: depois de completar a viagem, adicionei, ao fim de cada dia, comentários sobre a minha experiência seguindo o roteiro proposto. Nessas notas compartilho cortes e inclusões no itinerário, ajustes feitos no caminho, descobertas inesperadas, dicas práticas e recomendações de restaurantes.
Dia 1
- Resumo: Recolher carro 12h, Reykjavic - Glymur waterfall: 155 km
- Shuttle a partir do aeroporto
- Endereço: Fuglavík 43, 230 Keflavík
- Pernoite: Akranes Campsite: Kalmansbraut, 300 Akranes
- Itinerário: https://maps.app.goo.gl/oUUadHMUBoqsHFtT7
Atrações:
- Centro de Reykjavic (bairro Miðborg):
- Igreja Hallgrímskirkja: possível subir ao campanário e ver a cidade de cima (mais alta construção da cidade)
- Harpa (auditório em frente ao mar)
- Glymur (cachoeira mais alta da Islândia)
Notas e ajustes:
- A cachoeira Glymur foi cortada do roteiro para que pudéssemos passar mais tempo em Reykjavic. Como a Islândia é repleta de cachoeiras, não havia motivo para correr e encaixar mais uma visita. Sem o desvio até Glymur, que requereria contornar o fiorde de Hvalfjörður, a viagem entre Reykjavic e Akranes passa de 115 km para apenas 50 km. O atalho se dá por um engenhoso túnel subterrâneo que atravessa o fiorde.
- Aurora boreal: logo na primeira noite de acampamento fomos surpreendidos com a aurora boreal. Espontaneamente, enquanto nos preparávamos para dormir, nos juntamos aos outros campistas para admirar e fotografar o incrível fenômeno das luzes. Fiquei com a impressão que seria fácil ver aurora, mas ela custou a aparecer novamente ao longo da viagem.
Dia 2
- Resumo: Snæfellsnes Peninsula: 229 km
- Pernoite: Campground Grundarfjörður
- Itinerário: https://maps.app.goo.gl/ZHHvHRrhmQoxGLC88
- Itinerário com foco no Parque Nacional Snæfellsjökull: https://maps.app.goo.gl/txSpZgyLDnUpHg9b9
Atrações:
- Borgarnes
- Uma das primeiras zonas de colonização na Islândia
- Museu Settlement Center
- Cenário das sagas do poeta guerreiro Egil Skallagrimsson
- Snæfellsnes Peninsula
- Parque Nacional Snæfellsjökull
- Malarrif (centro de visitantes com mapas)
- Roteiro nessa ordem pela Rota 574: Malarrif, Vatnshellir Caverna de Lava (apenas com guia), Djúpalónssandur (praia de areia negra), Saxhóll Crater (campos de lava), Öndverðarnesviti (ponta da península), pode-se avistar baleia, Ólafsvík
Notas e ajustes:
- Há um bom café/restaurante em uma localização perfeita do itinerário, onde recomendaria uma parada para almoço. Junto ao Hotel Snæfellsnes, ele fica no início da península, por onde se passa mais ou menos na hora de almoço ao sair de Akranes. A passagem pela península, visitando todos os pontos, é longa. Estar bem alimentado foi importante. Link do Google Maps.
- Como os restaurantes na Islândia costumam ser caros, pedir sopa se mostrou uma ótima estratégia: nutritiva, farta e reconfortante diante do clima. Outra solução que funcionou bem foi dividir um prato entre duas pessoas, já que as porções são generosas.
Zoom na Snæfellsnes Peninsula
Dia 3
- Resumo: Ferry para Westfjords, Dynjandi: 205 km
- Pernoite: Sundlaug Bolungarvíkur - Árbær
- Itinerário: https://maps.app.goo.gl/FXQkcT5Sji3PmExG9
Ferry Baldur:
- Horário: 15h
- Partida: Stykkishólmur
- Chegada: Brjánslækur
- Reservas em: https://www.ferja.is/en
Atrações:
- Antes do ferry:
- Kirkjufell (montanha com cachoeiras)
- Stykkishólmur: maior cidade da região, casas coloridas e pitorescas. Há comércio de artesanato local.
- Depois do ferry:
- Dynjandi (cachoeira)
Notas e ajustes:
- Kirkjufell é um dos cartões-postais mais fotografados da Islândia, em parte pela sua aparição em Game of Thrones. A paisagem é, sem dúvida, bonita, mas transmite um certo ar de "armadilha para turistas": a infinidade de fotos em livros e na internet costuma torná-la mais impressionante do que na realidade. Dica prática: evite o estacionamento pago do parque. Há um gratuito um pouco mais adiante, a poucos minutos de caminhada.
- A cidade de onde parte o ferry, Stykkishólmur, é bem agradável. Esperamos o ferry em um aconchegante café chamado Sjávarborg (Link do Google Maps). Ali, como em praticamente todos os cafés da Islândia, serve-se café filtrado, disponível em garrafas térmicas. O cliente recebe uma caneca e pode se servir de café à vontade. O preço é cerca de 5€.
- Eu adorei a experiência de ir aos Westfjords de ferry. Quando o seu meio de transporte e local de pernoite é uma van, poder seguir a viagem fora dela me pareceu um luxo. O carro fica no convés, e os passageiros se encaminham para a parte de cima, onde há mesas com sofás, uma cafeteria e área externa. A travessia dura cerca de 2h e as vistas são bonitas. Lembre-se de levar livros, câmera, carregadores, fone de ouvido, lanche e tudo o que for precisar do carro, pois a garagem é trancada depois que o ferry parte.
- A alternativa ao ferry seria seguir pela estrada por 290 km (em torno de 4h).
- Há um bom restaurante do outro lado do ferry chamado Flókalundur. Link do Google Maps.
- Se tiver que escolher ir a uma única cachoeira na Islândia, diria que seria a de Dynjandi, a mais bonita em minha opinião.
Dia 4
- Resumo: Pelos Westfjords e reencontro com a Rota 1: 447 km
- Pernoite: Skagaströnd Campsite
- Itinerário: https://maps.app.goo.gl/1Pv6UBm91W3rRcf19
Atrações:
- Hólmavík (capital do folclore)
Notas e ajustes:
- Bem no início do dia, incluímos uma parada em Ísafjörður, a maior cidade da região. Dentre outras coisas, há uma antiga livraria com muitos livros sobre a Islândia em inglês.
- Nos Westfjords estão as estradas e paisagens mais lindas da Islândia, mas também os lugares mais inóspitos. Há restaurantes e mercados de forma esparsa, que aparecem em maior quantidade a partir do momento que se entra na Rota 1, praticamente no fim do dia. Se precisar comer, atente-se ao horário de fechamento dos restaurantes no caminho e evite deixar para fazê-lo muito tarde.
- No caminho há uma cachoeira chamada Valagil. Ali havia uma pequena área de piquenique onde campistas preparavam um almoço. Há uma trilha de 2km até a cachoeira, mas já é possível admirar sua beleza desde o estacionamento.
- Incluímos uma parada em Heydalur, uma pequena fazenda com hotel, águas termais, restaurante e área de camping. Quando chegamos, infelizmente, pelo horário, já não estavam servindo almoço, apenas sobremesas. Pagamos uma pequena taxa para usar a piscina e o banheiro do hotel. Há uma piscina "selvagem", um pequeno poço de água quente a céu aberto e piscinas térmicas. Além da experiência relaxante, vale destacar um aspecto prático: os vestiários e áreas de higiene das piscinas na Islândia costumam ser melhor equipados que os campings, que ora cobram chuveiros à parte, ora sequer oferecem banho.
- É provavelmente a melhor região da Islândia para avistar animais:
- Ovelhas: muito comuns na paisagem, nessa região muitas vezes ficam na beira da estrada. Há que ter cuidado na direção.
- Raposa do Ártico: há um centro de preservação da espécie, em Eyrardalur. Link do Google Maps.
- Baleias: com um olhar atento e um pouco de sorte, pode ser possível ver algumas nadando nos fiordes. É mais fácil identificá-las quando elas saem para respirar e borrifam água de seus espiráculos.
- Focas: há um ponto na estrada onde muitas focas ficam descansando. Praticamente certeza de avistá-las. Link do Google Maps.
Dia 5
- Resumo: Pelo norte até Hussavik: 241 km
- Pernoite: Tjaldsvæðið á Húsavík
- Itinerário: https://maps.app.goo.gl/oukd7Ad3R68PZs2Q6
Atrações:
- Akureyri (segunda maior cidade da Islândia - "capital do Norte")
- Região boa para observação de Aurora Boreal
- Godafoss (cachoeira)
- Lago Myvatn (banho termal)
- Hverir (zona geotermal muito ativa)
Se sobrar tempo:
- Fosslaug
Notas e ajustes:
- Akureyri, a segunda maior cidade da Islândia, não é tão encantadora quanto Reykjavic, mas valeu à pena passar um tempo ali. O ponto alto foi tomar um café na Kaffi Ilmur, na construção mais antiga da cidade - um belo casarão.
- Na região de Akureyri encontra-se o único pedágio de toda a Ring Road, localizado em um túnel. Existe, porém, uma rota alternativa que o contorna: o trajeto acrescenta apenas cerca de 10 minutos à viagem e ainda oferece paisagens muito bonitas. A recomendação que recebi foi optar pelo túnel apenas em caso de mau tempo.
- Passamos em Hverir, mas não fizemos a visitação ao gêiser. Há um estacionamento pago, e já estava tarde. Da estrada já é possível ver a impressionante fumaça que emana daquele solo.
- Optamos por dedicar mais tempo ao Lago Myvatn, considerado a alternativa à famosa Blue Lagoon, com a vantagem de custar cerca da metade do preço. Embora os anúncios indiquem horário de fechamento às 22h, na recepção nos informaram que o local permanece aberto 24 horas por dia. Ficamos até o dia escurecer.
Dia 6
- Resumo: Húsavík (avistamento de baleias) - Deltifoss (Diamond Circle): 160 km
- Pernoite: Möðrudalur/Fjalladýrð
- Itinerário: https://maps.app.goo.gl/WZsxdBKwVSGkdBVt8
Atrações:
- Passeio de avistamento de baleias: 13:15 em Húsavík
- Pela manhã: GeoSea (spa termal) ou piscina pública de Húsavík
- Dettifoss e Canion de Jökulsárgljúfur depois das baleias
Se sobrar tempo:
- Detour to Askja de ônibus: https://www.visitaskja.com/askja-by-bus
Notas e ajustes:
- O passeio de avistamento de baleias acabou sendo um pouco frustrante. Vimos poucas baleias, todas da espécie baleia-de-bico-de-garrafa. A viagem durou cerca de 4 horas em um barco que balançava bastante, causando mal-estar em boa parte da tripulação. Dica importante: leve seus remédios contra enjoo ou compre-os antecipadamente em uma farmácia próxima à entrada do píer.
Dia 7
- Resumo: passagem pelo leste até Stokksnes: 355 km
- Pernoite: não há camping aceito pelo Camping Card
- Opção 1: Vestrahorn Camping (mais remoto)
- Opção 2: Camping Höfn (dentro da cidade)
- Itinerário: https://maps.app.goo.gl/ZUBra4ZwX5qyZNEs8
Atrações:
- Egilsstaðir (principal cidade regional, comércio local)
- Stokksnes (praia de areia negra)
Tours:
- Desvio para Seyðisfjörður (história e arquitetura) - 27 km distante de Egilsstaðir pela Rota 93
Notas e ajustes:
- A ida para Seyðisfjörður valeu à pena e foi o destaque do dia. A cidade é cênica, daquelas que dizem ter saído de um conto de fadas.
- Em Egilsstaðir, recomendamos o café Tehúsið para uma parada. Link do Google Maps.
- Pegamos mal tempo praticamente todo o dia. Havia muita neblina na Rota 93, que deixou a visibilidade das paisagens muito limitada. Por causa disso, acabamos também por não parar em Stokksnes.
- Incluí de última hora uma parada em Stuðlagil, um cânion que parecia muito bonito pela foto. É um pequeno desvio de 16 km da Ring Road, mas acabei me distraindo, não colocando a parada no GPS, e perdendo a entrada. Quando me dei conta, já estava muito longe e não retornei.
Dia 8
- Resumo: o Sul em um dia: 372 km
- Pernoite: Gaddstaðaflatir Camping
- Itinerário: https://maps.app.goo.gl/3GrP7bLeVxU3ND877
Paradas:
- Jökulsárlón (lago glacial)
- Skaftafell (parque nacional, montanhas e glaciares)
- Imprescindível: Cânion Fjaðrárgljúfur
- Laki
- Vik (areias de basalto negro, ponto cidade mais meridional da Islândia)
- Vista panorâmica na igreja Vík í Mýrdal
- Skógafoss
- Seljalandsfoss (cachoeira em que se passa por baixo)
Tours:
- Kayak no glacial: (IceGuide - https://iceguide.is/)
Se sobrar tempo:
Notas e ajustes:
- Dia também prejudicado pelo mal tempo. Não é viável parar em todas as atrações listadas em apenas um dia. Ou há que priorizar, ou dedicar ao menos dois dias ao sul.
- Foi a região mais turística de toda a viagem. Chegam ônibus de excursão de Reykjavic e os lugares são mais cheios. Todos os estacionamentos são pagos.
- Para visitar Skaftafell, reserve tempo: o parque possui uma rede extensa de trilhas que merece exploração.
- O lago Jökulsárlón é incrível, com uma paisagem única na Ring Road: um lago glacial deságua no mar em uma praia de areia negra. Há passeios de barco, mas achamos que não valeria a pena pelo frio que fazia; apenas contemplando da terra firme a vista já é impressionante. Vimos focas nadando, o que tornou a experiência ainda mais especial.
- Terminamos o dia em Vík, onde há opções de restaurantes e uma extensa praia de areia negra. Fomos na piscina pública da cidade. Não tivemos tempo de parar nas cachoeiras Skógafoss e Seljalandsfoss.
- Nesse dia, pela segunda vez na viagem, vimos a aurora boreal no acampamento. Diferentemente do primeiro dia, o céu não parecia verde, mas havia uma imensa mancha branca. Com a lente da câmera foi possível ver melhor. Foram as únicas duas vezes na viagem que vimos a aurora.
Dia 9
- Resumo: Golden Circle: 198 km
- Pernoite: duas opções, a ser decidido no dia. São igualmente distantes de Reykjavic
- Opção 1: Þorlákshöfn Camping (mais próximo ao Golden Circle)
- Opção 2: Grindavík Campsite (mais próximo ao aeroporto e Blue Lagoon para ir embora no dia seguinte)
- Itinerário: https://maps.app.goo.gl/spA8KQkTELAyXQjq9
Atrações:
- Círculo Dourado (Golden Circle)
- Parque Nacional de Þingvellir
- Geysir e Gullfoss
- Cratera Keriđ
- Fim do dia em Reykjavic
Notas e ajustes:
- Paramos no famoso restaurante e fazenda de tomate Fridheimar. Sem termos conseguindo fazer reserva, ainda que com duas semanas de antecedência, há uma área externa onde se senta por ordem de chegada. Chegamos cedo e conseguimos prontamente uma mesa. Por um preço único, pode-se servir de sopa e pão à vontade. A fazenda é muito bonita e é possível visitar a estufa de tomate. Apesar da experiência mais sofisticada, o que pagamos na refeição foi mais barato que em outros restaurantes mais ordinários da Islândia.
- Do circuito clássico do Círculo Dourado, priorizamos o Parque Nacional de Þingvellir e Geysir, que seriam experiências mais diferentes em relação ao caminho que já havíamos feito até aqui. O restante, pensamos que seria muito para um só dia. Ainda aproveitamos mais umas horas em Reykjavic.
- Há diversos estacionamentos que dão acesso ao Parque Nacional de Þingvellir. Uns são mais remotos e também mais baratos, podendo ser uma oportunidade de economizar algum dinheiro. Eu fui no principal, perto do centro de visitantes.
Dia 10
- Resumo: Blue Lagoon 8h e devolver carro 12h
Atrações:
- Blue Lagoon (perto do aeroporto). Reservas em https://www.bluelagoon.com/guests
Notas e ajustes:
- A essa altura, já não havia nem muito tempo, disposição ou orçamento para uma passagem rápida pela Blue Lagoon. A viagem até ali já havia sido muito rica. Também foi importante ter tempo para retirar todas as coisas da camper van com calma no momento da devolução.
Total: 2340 km + 60 km (ferry)
Camping Card
- Site: https://utilegukortid.is/campingcard/?lang=en
- Preço: €179
- Funcionamento: Válido para 2 adultos e 4 crianças e uma tenda ou campervan. Pode ser usado por 28 noites a partir do dia em que os acampamentos estiverem abertos (meados de maio ou junho) até 15 de setembro.
- Custos adicionais: Taxa de pernoite (400 ISK), determinadas comodidades como eletricidade, chuveiros e o uso de máquinas de lavar roupa.
- Reservas: não é necessário, basta chegar e montar seu acampamento.
- Descontos: parceria com os postos de combustível Olís e ÓB
- 14 ISK de desconto por litro de combustível
- 10% de desconto em alimentos e bebidas
- 15% de desconto em produtos automotivos e gás de cozinha
- Café por apenas 65 ISK
Utilitários
Aplicativos:
- Parka (pagamento em estacionamentos e campings)
- park4night (aplicativo colaborativo de lugares para acampar com campervan)
Sites:
- https://road.is (avaliar condições da estrada)
- https://safetravel.is/ (avaliar condições da estrada, também em aplicativo)
- https://en.vedur.is/ (previsão de tempo)
- https://en.vedur.is/weather/forecasts/aurora/ (previsão de aurora boreal)
- https://auroraforecast.is/ (previsão de aurora boreal)
Aluguel de campervan:
Alimentação e mercado: ideias de preparo para campervan
Café da manhã:
- Ovos
- Café da manhã instantâneo
- Iogurte
- Frutas
- Pão
- Queijo
- Tapioca
- Café
Almoço (on the go):
- Sanduíches: manteiga, presunto, queijo, atum, salmon
- Salada
Janta:
- Macarrão
- Vegetais: tomates-cereja, cogumelos, abobrinha etc.
- Peixe grelhado
- Salmão: um dos mais populares
- Batata cozida
- Churrasco (com churrasqueira de uso único)
- Cordeiro é a carne mais popular
- Hamburguer
- Salada de batata ou repolho se encontra na seção de gelados dos supermercados
- Hot dog:
- Muito popular na Islândia, basta cozinhar as salsichas
- Salada: alface, tomate, pepino, cenoura
- Barrinha de proteína e energia
- Castanhas
Bônus:
- Levar cuscuzeira e flocão de milho na mala
- Levar conjuntinho de panela de camping para complementar o da campervan
Itens de mercado:
- Lenço umedecido
- Toalhinha higiênica e de limpeza
- Papel toalha
- Álcool gel
- Sabão e esponja para lavar louça
Aurora boreal
Fotografar
Configuração da câmera (Nikon D5000)
- Equipamentos:
- Lente grande-angular (ideal: 10–24mm)
- Tripé
- Timer automático para evitar trepidação
- Modo Manual (M)
- Bateria cheia (o frio consome a bateria mais rápido)
- Foco:
- Usar foco manual (MF)
- Ajustar o foco para o infinito (∞) com precisão
- Focar em uma estrela ou luz distante usando Live View + zoom digital
- Ajustar até o ponto mais nítido e não mexer mais na focagem
- Abertura (f/stop):
- Usar a menor possível (f mais baixo)
- Exemplo: f/2.8, f/3.5, f/4
- Quanto menor o número, mais luz entra (fundamental para fotografia noturna)
- Velocidade do obturador
- Começar com exposições de 5 a 15 segundos
- Evitar passar de 20s para não borrar as estrelas (efeito "star trail")
- Auroras fracas/lentas: até 15s
- Auroras fortes e rápidas: 5–8s
- Quanto mais tempo de exposição, mais luz entra
- ISO
- Começar com ISO 1600 ou 3200
- Subir para ISO 4000–6400 se estiver muito escuro (mas atenção ao ruído)
- Um valor ISO mais alto torna o sensor mais sensível à luz, permitindo capturar imagens em condições de pouca luz, mas pode aumentar o ruído na imagem
- Formato da imagem
- Usar RAW (nunca JPEG)
- Mais adequado para tratamento digital posterior
- Balanço de branco
- Começar com “Luz do dia” (Daylight) ou 4000K–5000K
- Possível corrigir depois se estiver fotografando em RAW
- Redução de ruído de longa exposição
- Desativar se quiser economizar tempo entre fotos
- A D5000 vai tirar uma segunda foto escura para subtrair ruído, o que dobra o tempo de cada clique
Para inspirar:
Roteiros:
- https://zestinatote.com/ultimate-iceland-ring-road-itinerary/
- https://www.gocampers.is/iceland-itineraries/the-ultimate-7-day-ring-road-itinerary-for-campervans
Fotografia:
Outras fontes:
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